Yeshua Chai!

Por milênios, judeus tem avidamente antecipado a chegada do Mashiach. Hoje nós precisamos dele mais que nunca.

 

 

por Rabi Pinchas Winston - Tradução: Magno Lima

 

Estamos vivendo em tempos muito turbulentos, para dizer no mínimo. Enquanto há apenas dois anos atrás o mundo e o povo de Israel estavam otimistas sobre uma solução pacífica quanto ao conflito no Oriente Médio, hoje aquele otimismo foi substituído pelo medo e pela depressão.

Medo do desenfreado e insensível terrorismo, e depressão do que parece ser uma situação não vencida pelo Estado de Israel.

Agora, mais que nunca antes nos últimos 50 anos, o povo judeu, e até mesmo o mundo em geral, precisam de um salvador. Nós precisamos de alguém que, de alguma fora -- talvez até de forma mística -- traga algo mais que apenas um tênue cessar-fogo entre dois povos em guerra. Nós precisamos de alguém que possa, de uma vez por todas, trazer o fim a todos os conflitos humanos, especialmente no Oriente Médio.

E, se ele puder fazer isso -- uma grande arrumação -- então ele poderia também ser capaz de destruir qualquer outro mal que exista no mundo. Conforme ele arquiteta esta paz mundial tão sonhada, deixe ele fazer também com que os comportamentos não éticos e imorais tornem-se coisas do passado. Em outras palavras, este salvador, se ele é um verdadeiro salvador, deveria liderar uma utópica sociedade onde a vida honesta é o tema principal e o segundo (se não o primeiro) a natureza.

E, como deveríamos chamar este herói moderno de proporções Bíblicas?

No judaísmo, ele sempre foi chamado de "Mashiach" - "o Ungido" -- porque, como um rei judeu ele é ungido para tomar um cargo, assim falando. (O conceito de Mashiach foi adaptado dentro de outras sociedades religiosas, e é conhecido como Messias)

Exílio e Redenção

A centralização do Mashiach e a crença na sua eventual chegada é parte integrante da crença judaica, como Maimônides enfatizou em seu clássico "Os Treze Princípios da Fé":

"Eu creio com fé perfeita na chegada do Mashiach, e mesmo que ele possa demorar, todavia, eu o aguardarei por todos os dias, pois ele vira. (12o princípio) -- e na promessa dos profetas: O mais pequeno virá a ser mil, e o mínimo uma nação forte; eu, o Senhor, apressarei isso a seu tempo." (Isaías 60:22)

De acordo com a tradição, o profeta Isaías estava se referindo a futura chegada do salvador do povo judeu -- Mashiach Ben David -- Messias, descendente do Rei Davi, da tribo de Yehudah (Judá). Existem muitas referências à sua chegada na Bíblia Judaica e comentários subseqüentes, e este é um dos mais discutidos conceitos na literatura da Torah.

Para apreciar a importância da vinda do Mashiach, é necessário primeiro entender que o povo judeu está no exílio, e temos estado por milhares de anos. É verdade mesmo nos dias presentes com o Estado de Israel; "exílio" da perspectiva da Torah pode ocorrer mesmo quando existem judeus vivendo em Israel, que foi o caso do Exílio Grego (319-139 AC) o qual terminou com os milagres do Chanukah.

Em outras palavras, "exílio", do ponto de vista da Torah, é definido como "qualquer coisa fora de uma completa e perfeita sociedade baseada na Torah e vivendo na Terra de Israel sobre a liderança do Mashiach". Haverá um tempo onde todas as nações aceitarão a existência de Deus e a necessidade de devoção a Ele.

Até que isto seja uma realidade absoluta, o exílio será ainda um tema primário da história judaica. De uma perspectiva de fora da Torah, os eventos do Oriente Médio hoje podem ser a razão para uma grave preocupação, mas não é necessariamente um "portal" para uma significante mudança na qualidade espiritual da sociedade e da humanidade. Desta perspectiva, a única esperança é que de algum modo a situação venha a encontrar uma retificação, então aqueles que estão sendo afetados voltariam ao "normal", um termo subjetivo definido por cada indivíduo e pela sociedade.


A grande pergunta sempre foi
"QUANDO O MESSIAS VEM?"

Do ponto de vista de fora da Torah, o conceito de "Mashiach" e a uma espiritual sociedade utópica pode ser fatigante, e mesmo temida ou evitada, desde que seus objetivos são radicalmente diferentes. Realmente, o desejo pelo Mashiach é freqüentemente apreciado apenas pelas pessoas que obtém um profundo conhecimento da Torah, de seus valores, e do plano mestre de D-us para a criação e para a humanidade.

A LINHA DO TEMPO PARA A REDENÇÃO

A pergunta de um milhão de dólares sempre tem sido, "Quando o Messias vem?". Para este fim, cálculos tem sido feitos por toda da história -- obviamente sem sucesso. Assim sendo, falsos messias tem aparecido em todo o mundo através da historia, algumas vezes sem efeito, outras vezes causando grande desespero, e em outras deixou religiões inteiras em vigília.

O Talmud (Sanhedrin 98-a) fala de duas possíveis datas para o retorno do Messias, uma é em breve, e a outra é no último momento possível. Trazer o Mashiach para o tempo "breve" significa, na maior parte, o arrependimento nacional para os caminhos da Torah, o que após irá fazer o resto do mundo entrar em linha.

De qualquer forma, os judeus deveriam evitar um retorno a Torah, então a história estaria permitida a seguir seu "curso natural" até o tempo que D-us predestinou da criação ao fim. E até o fim, desde a criação, deverá haver muito mais objetivos a serem cumpridos do que nós já vimos até agora. Como Sages diz: "Este mundo é apenas um corredor para o próximo mundo" (Pirkei Avot 4:16)


SEIS DIAS - SEIS MIL ANOS

A primeira coisa, a saber, é que a história irá ter apenas seis mil anos (Talmude - Sanhedrin 97a). Isto é porque os seis milênios são baseados nos seis dias da criação, visto nos seguinte verso:

"Porque mil anos aos teus olhos [D-us] são como o dia de ontem que passou, e como uma vigília da noite" - Salmos 90:4

-- no qual, um após o outro, estão enraizados em seis Sefirot:

...Isto é pelo qual tanto tempo deva transcorrer do tempo da criação até o tempo do tikkun (ex, vinda do Messias). Todas as forças do Gevurot estão enraizadas nos seis Seirot - Chesed, Gevurah, Tifferet, Netzach, Hod, Yesod - os quais são os seis dias da criação... e também os seis mil anos da história no qual o mundo irá existir. E com eles [os seis Sefirot] são as fontes de tudo o que irá acontecer até o Tikkun Final... Nós vemos que tudo transcore como resultado de centelhas do tempo de Tohu, Chaos... (Drushei Olam HaTohu 2:151b)


DNA espiritual influência na direção
da história para este milênio em particular

Igual ao DNA físico que em muito determina a direção de nossa vida, assim também, o DNA espiritual influencia na direção da história para este milênio em particular. Nos primeiros mil anos da história da humanidade, os traços Divinos de Chesed (piedade/bondade) deram as pessoas longos anos de vida, apesar de não merecerem. No segundo milênio, veio à justiça Divina sobre a humanidade por meio do Dilúvio e da dispersão pela Torre de Babel, chamado Gevurah (Força/Julgamento). Tifferet (Beleza) fez a Torah possível no terceiro milênio, o tempo de Abraão e Moisés. E assim por diante.

Agora em 2001, estamos no ano de 5762 da criação, 238 anos até o ano 6000 - o fim "Deste Mundo". Isto representa pouco menos que 4% de toda a história que temos usado. Entretanto, apesar desta informação em e por si própria não poder criar um senso de urgência, muito está para acontecer nesta pequena fatia de tempo restante, e parte do qual já pode estar afetando a direção dos eventos através do mundo, particularmente para aqueles relacionados ao povo judeu.

RESSUREIÇÃO EM 28 ANOS

Um dos conceitos mais importantes no pensamento judaico é houve uma transformação radical no homem como resultado da desobediência de Adão quando D-us lhe disse para não comer do fruto da Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal. Isto resultou num distanciamento espiritual entre Deus e o Homem, e um intenso "Deus esconde a face", assim por falar (hester panim), o qual resultou na "fisicalização" da humanidade e criação.

De acordo com o Zohar, antes do pecado de ter comido o fruto, o Homem era semelhante a um ser espiritual e sua pele era translúcida como a luz. Nossa pele hoje é sólida e opaca, o que limita nossa habilidade de elevar-se da natureza e agir espiritualmente como alguém feito à imagem de D-us convém.

Apesar deste estado de "fisicalização" do homem adaptar-se ao nosso período da história, é inaceitável para os planos espirituais, especialmente para aquele do Mundo por Vir. Então, antes que a humanidade possa entrar naquela última fase da história, nós devemos reverter o processo e retornamos novamente ao estado que Adão desfrutou antes que tudo tivesse dado errado.

Este período de "reconstrução" é chamado Techiyat HaMeitim -- "Ressurreição dos Mortos", um conceito que mencionamos dia a dia na oração de Amidah. Este período será caracterizado por pessoas morrendo, decompondo-se no chão (como parte de um processo de reparação), e sendo refeita num plano espiritual muito mais superior. Comparado-se com hoje, seria como estar vendo um anjo.
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Muitos rabinos crêem que este período não demorará muito para chegar, existem algumas fontes - o Zohar (Midrash Ne'elam - Toldot 140a), e o Leshem Shevo v'Achlamah (Drushei Olam HaTohu, 2:4:12:9-12) - que sugerem que este período irá começar não mais tarde que 209 anos até o ano 6000. Isto é, são apenas 28 anos de hoje!

Para nós é difícil de acreditar. Vinte e oito anos não é muito tempo, e a transformação "desta" realidade para "aquela" realidade é inimaginável. De qualquer forma, esta dificuldade de imaginar pode ser única em nossa geração, o qual não testemunhou como a Europa e o mundo inteiro foram transformados literalmente do dia para a noite, num curto período nos anos 40.

Os Cabalistas dizem que tudo
mudará na velocidade de um suspiro

Além disso, quando D-us está diretamente envolvido em tais transformações, elas podem acontecer em curtos períodos de tempos, como os 10 meses que levaram os judeus do mais baixo nível no Egito ao maior, que culminou na nação judia escrava devastando o poderoso império egípcio.

O Talmud (Barachot 13a) diz que Redenção Final ultrapassará todas redenções anteriores, e os cabalistas dizem que uma vez que isto aconteça, tudo mudará na velocidade de um suspiro. Pelo que a história atinja o ano 5790, o mundo poderá ainda lembrar o que víamos no passado, porém ao mesmo tempo, será experimentalmente muito diferente. 'Paraíso' não será algo para ser sonhado, mas de preferência a ser vivido.

CONGREGAÇÃO DE EXÍLIOS

O Zohar (Toldot 139a) diz que na aproximação dos 210 anos da Ressurreição dos Mortos, existirá um período de 40 anos de Kibbutz Galiot, literalmente "Congregação de Exílios". Como o nome indica, será um período onde todos judeus remanescentes serão trazidos de volta para a Terra de Israel. E com o número indica, isto corresponde aos 40 anos em que o povo judeu vagou no deserto.

Em outras palavras, o fim da história judaica espelha perfeitamente o começo da história dos judeus no tempo de Moisés. Nós começamos com 210 anos de vida no Egito, significando nos trazer de volta ao nível de Adão antes do pecado, e então, nós vagamos fora da Terra de Israel por 40 anos. Assim também, ao fim da história, nós poderemos experimentar um processo de retorno a terra sobre um curso de 40 anos, seguido por um período de 210 anos necessários para que voltemos ao nível de Adão antes de seu pecado.

Este período de ajuntamento terá duas fases: Pré-Mashiach e Pós-Mashiach. Durante o período Pré-Mashiach, a história ainda estará sujeita à oculta Providencia Divina. Haverá um aliyah (imigração) limitado para Israel, porém muitas situações forçarão judeus ao redor do mundo a reconciliar seus sentimentos a respeito da Terra de Israel e a redenção.

Durante aquela fase, isto pode parecer como se não muito estivesse acontecendo para o processo de ajuntamento do exílio, quando de fato, um processo de peneiramento oculto pode estar a todo vapor. Alguns judeus podem sentir saudades por ir viver em Israel, se conseguirão ficar lá ou não, ao passo que outros possam se sentir desencantados e neutros sobre a idéia de viver na Terra.

Naquele tempo, a importância do sentimento de alguém e a relação com a Terra de Israel poderão ser, virtualmente, não notada para a maioria das pessoas. Entretanto, muitos midrashim explicam que onde uma pessoa resolver ficar com respeito a viver em Israel e a direção para sua proximidade com D-us irão fazer grande diferença durante a Fase Dois.

Fase Um, com seu período de 40 anos de ajuntamento, será concluído logo antes a durante a chegada do Mashiach bem David. Tendo vindo para salvar o povo judeu do cataclisma da guerra de Gog e Magog (se este é o caminho que a história leva), e para libertar o mundo do mal, a realidade de D-us, a prioridade da Torah e a centralidade da Terra de Israel se tornarão eminentemente clara.

O impulso maligno (yetzer hara) fora do caminho do bem, a era do livre arbítrio irá terminar para sempre (Talmud - Sukkah 52a). Com o fim do livre arbítrio, a oportunidade de ganhar alguma recompensa e melhorar a porção de alguém no Mundo por Vir irá também cessar - para sempre.

FASES DA REDENÇÃO

De acordo com algumas fontes no Zohar, o começo oficial do ajuntamento pode ter começado por volta do ano 5750 da criação, ou 1990 DC. Isto corresponde à queda da União Soviética e sua opressão a milhões de judeus. Esta data também corresponde à última quarta parte do sexto milênio, o qual - correspondendo aos seis dias da criação - iguala-se a tarde anterior a um Shabat, quando as preparações rapidamente aceleram os passos da vida. Realmente, o mundo parece ter acelerado durante a última década com o advento do ciberespaço, e mudanças maiores no modo de como o mundo pensa desde que isso ocorreu.

Certamente, os eventos recentes em Israel dominam a atenção mundial, forçando judeus a tomar lados e fazer decisões sobre sua visão futura em Israel. Muito pouca opção parece existir hoje, com judeus sendo forçados a ir para esquerda ou direita. Isto não é acidental ou apenas planos políticos; esta é a função do "período de ajuntamento".

A transferência da Fase Um do ajuntamento para a Fase dois sinaliza a Redenção Final sobre a liderança do Mashiach ben David. O quando isto vai acontecer exatamente, é que é a grande interrogação na história judaica, e assunto de muitos cálculos e controvérsias.

Entretanto, o Zohar (Bereishit 118a) diz que assim como um nascimento verdadeiro de uma criança se torna constantemente óbvio com o tempo, assim, também, a vinda do Mashiach torna-se-á tão óbvia que até mesmo uma criança na idade escolar será capaz de fazer o cálculo.

O que é importante para nós, é que com o momento da transição da Fase Um para Fase Dois se aproximando, pode-se esperar obviamente por milagres tornando-se mais constantes, o livre arbítrio se reduzindo, e o mundo se tornando constantemente mais perigoso.

CALCULANDO A CHEGADA DO MASHIACH

O Talmud registra:

- Rabi Shmuel ben Nachmani diz em nome do Rabi Yonaton: "Que o espírito daqueles que calculam o fim faleçam. Pois eles dizem, "Desde que o tempo pré-determinado tenha chegado, e [o Mashiach] esteja para chegar, ele nunca virá!" (Sanhedrin 97b)
Quem nunca previu a data da vinda do Mashiach não tem lugar no Mundo por Vir. (Derech Eretz 11)

Nós vemos que o Talmud está preocupado com os cálculos relativos o preciso dia da chegada do Mashiach, mesmo que erros em tais cálculos normalmente resultem em decepção nacional, e talvez, revelações de falsos messias, fora isso o Talmud declara:

Quando Rav Zeira chegou aos estudiosos que estavam engajados [em calcular a data da chegada do Mashiach], ele os disse, "Eu os imploro! Não adiem isto, pois assim foi ensinado, ´Três coisas vem quando a mente está ocupada: Mashiach ...´ (Sanhedrin 97a)

Adicionalmente, existe a preocupação que crer que uma data específica irá impedir uma pessoa de esperar que o Mashiach venha antes daquela data, o que é uma violação do princípio do "antecipando-o para qualquer dia". Errar em crer nisso, diz Maimônides, pode nos dar um status semelhante a um judeu herético (Lei dos Reis 11:1).

Ainda, nós vimos que grandes rabinos por todos os tempos não tentaram predizer a data da chegada do Mashiach. Isto é porque a proibição foi interpretada de maneiras diferentes por muitos rabinos através das eras, como segue:

De acordo com Abarbanel (Espanha, século 15), é apenas proibido fazer cálculos baseados na astrologia, entretanto é permitido calcular a data da vinda do Messias baseado em fontes Bíblicas (Maayeni HaYeshuah 1:2).

Nachmanides diz que a proibição aplicava-se apenas as gerações anteriores, e agora nós estamos na era da redenção (ele esta escrevendo no século 13!), não há proibição (Sefer HaGeulah, Ma'amer 4).

Sinais em todos os lugares
prenunciam a redenção

O Malbim (Europa, século XIX) provê uma analogia de uma pai e um filho viajando a uma longa distância. Tão logo eles começam a viagem, o filho começa a perguntar quando ele irão chegar, e é claro o pai não responde. Entretanto, conforme eles se aproximam da cidade, o filho faz a mesma pergunta, e desta vez o pai prontamente responde que falta pouco para chegarem ao seu destino. "Assim também, conforme o tempo da redenção se aproxima, nós não podemos ajudar muito além do que notar os sinais que prenunciam a redenção. Conforme o fim se aproxima, as dúvidas diminuem, e bem ao fim, todos as dúvidas serão removidas... Conforme o tempo passa, as incertezas retiram-se para o caminho de um crescente conhecimento" (Introdução para o Livro de Daniel).

O Vilna Gaon (Lituânia, século XVIII), de quem os comentários oferece uma fórmula para calcular o fim, implora para aqueles que a conhecem para que não a revelem aos outros:

"... E daqui [disto o que eu tenho escrito] vocês podem calcular o tempo para a Redenção Final se, D-us me livre, nós não merecermos [adiantar isso]. Entretanto, eu tenho imposto um juramento, em nome do D-us de Israel, que o leitor que isto lê não deverá revela-lo".(Biur HaGra, Safra D'Tzniusa, Capítulo 5)


Os eventos do século XX foram colocados em perspectiva pelo grande Sábio de nosso tempo. Rabi Eliyahu Lopian escreveu:

"Escutado em Londres pelo justo Rabbi Elchanan Wasserman, citando o Chafetz Chaim, que o Sábio diz que a Guerra de Gog e Magog será triplicada. Após a Primeira Guerra Mundial, Chafetz Chaim disse que esta seria a primeira batalha de Gog e Magog, e em aproximadamente 25 anos (1942) haveria uma segunda guerra mundial, que faria a primeira insignificante. E então haveria uma terceira batalha...".
"Rav Elchanan concluiu que alguém deve sofrer as dores do Mashiach, porém o homem sensato iria calmamente preparar-se para aquele tempo - talvez ele merecerá ver o conforto de Tzion e Yerushalayim" (Leiv Eliyahu, Shmot p.172).

É assustador pensar que após tantos anos de dor e perseguição, o povo judeu possa estar na borda de verdadeira redenção. Quem irá merecer ver esta incrível realidade? O Tamud ensina:

Rava disse: Quando eles trazem alguém para um julgamento, eles perguntarão: "Você negociou com fidelidade nos negócios? Você pôs de lado tempos para Torah? Você tentou ter filhos? Você antecipou a redenção..." (Shabbat 31a).

Esta questão não é meramente teórica. Ela irá realmente determinar a qualidade de cada experiência de redenção individual. Como o Rabbi Yechezkel Levenstein escreveu:

O Exôdo do Egito libertou apenas um dentre cinco judeus (e alguns dizem um entre cinqüenta) porque todos o estavam no Egito e não quiseram partir morreram nos três dias de trevas e não foram privilegiados para sair. Apenas os que desejaram a redenção com todo o seu coração foram remidos. A redenção final, da mesma forma, depende de nossas saudades. (Ohr Yechezkel, Emunat HaGeulah)

Que todo o mérito de ver a Redenção, acelere-se em nossos dias.

- fonte original: Aish
- Tradução: Magno Lima - 2001