Imperdível: Uma Chamada para o Despertar!

Judaísmo Messiânico. Assuntos gerais.

Imperdível: Uma Chamada para o Despertar!

Mensagempor BenTsion » 23 Nov 2004 09:53

Torah, Etz Chaim (Torah, Árvore da Vida)
Um Chamado Para o Despertar de Judeus e Não-Judeus


Escrito Pela Equipe do Yashanet.com
Traduzido e Adaptado ao Português por Sha’ul Bentsion


“Esta situação é semelhante à de uma pessoa que acha que ele atingiu um entendimento da verdade, em um momento, embora tenha um conhecimento muito escasso e tenha feito apenas fracas tentativas (em análise penetrante) e negligenciado todas as sabedorias e se contentado com a interpretação simples das Escrituras...”
- Moisés Maimonides, Tratado sobre a Ressurreição

“Portanto é tempo de deixar a palavra a respeito do início da vida do Mashiach para que cresçamos em maturidade...” – Yehudim / Hebreus 6:1a, B'rit Chadashah - HaTeshuvah

“Assim pois a palavra de ADONAI se tornou para eles mitzvah sobre mitzvah e mitzvah sobre mitzvah, regra sobre regra e regra sobre regra; um pouco aqui, um pouco ali; para que vão, e caiam para trás, e fiquem quebrantados, enlaçados, e presos.” – Yeshayahu / Isaías 28:13

Existe um tema similar nas três citações acima. As palavras de Maimonides são direcionadas à pessoa que recebeu o entendimento das coisas básicas das Escrituras, e com isto desenvolveu uma atitude arrogante de que “sabe tudo”. A segunda citação, do livro de Yehudim (Hebreus), é direcionada a crentes que conhecem algumas coisas, e os encoraja a não estagnarem, mas a aprenderem mais, uma vez que a atitude descrita acima pode levá-los a caírem. A última citação, de Yeshayahu (Isaías), foi direcionada àqueles que se afastaram completamente da Torah que conheciam anteriormente, e precisavam ser alimentados aos poucos sobre a verdade da Torah novamente.

A RESTAURAÇÃO DA TORAH DE D-US – HISTORICAMENTE

O que estamos vendo nos tempos atuais é a encenação destes princípios. De uma perspectiva histórica, D-us tem restaurado a verdade sobre Sua Torah em uma escala global por boa parte do século passado. Grupos tais como Christian Jew Foundation, Chosen People Ministries, Zola Levitt, Jewish Voice e outros começaram a introduzir o conceito de trazer os seguidores de Yeshua de volta às suas raízes judaicas. O “produto inicial” deste conceito foram os chamados “judeus crentes”.

Este foi apenas o primeiro passo no processo de D-us. Nas últimas duas décadas, um novo fenômeno ganhou raiz – o desenvolvimento de forma mais plena do Judaísmo Messiânico. Ao invés de se identificarem como cristãos de nacionalidade judaica, os judeus começaram a reter por completo a sua “judaicidade”, tanto culturalmente quanto religiosamente. Tais crentes começaram a se distanciar dos rótulos de “cristão” e de “Jesus”, chamando a si mesmos de judeus que seguiam a Yeshua. Agora havia uma escolha clara para Judeus que quisessem seguir o Messias do “Novo” Testamento. Poderiam optar por seguir a Jesus e ao Cristianismo, ou a Yeshua e ao Judaísmo.

Em um caminho paralelo, outra parte do plano de D-us começou a se desdobrar – muitos gentios começaram a se sentirem atraídos por esta nova visão da fé, chamando a si mesmos de “crentes messiânicos” ou simplesmente de “messiânicos”. Ao invés de se considerarem “cristãos”, tais gentios, em maior ou menor grau, se enxergavam como “adotando a fé de Israel”.

Mas D-us ainda não havia concluido esta obra. Mais recentemente, e iniciado pelo Judaísmo Messiânico, temos visto um retorno à “observância da Torah”. Este desenvolvimento fomentou um grande debate – Qual é o papel da Torah na vida do crente? Na vida de judeus conservadores e ortodoxos, a Torah tem papel significativo e deve ser observada ao máximo. Mas quanto dela deveria um judeu messiânico seguir? E o que dizer dos “gentios messiânicos”? Eles também deveriam seguir a Torah?

Mais uma vez a Torah seria vista como “pedra de tropeço” dentre os seguidores do Messias – alguns dizendo que a mesma não é importante, outros dizendo que é para judeus crentes mas não para gentios crentes, e outros dizendo que é para ambos.

A RESTAURAÇÃO DA TORAH DE D-US – NO INDIVÍDUO

A ressurgência global do “Judaísmo Messiânico Observante da Torah” e as décadas de modificações que deram origem ao mesmo é um espelho do que está ocorrendo nas vidas de indivíduos ao redor do mundo hoje em dia – e isto inclui crentes gentios. Muitos destes gentios são primeiramente atraídos pela idéia de que “o Cristianismo tem raízes judaicas” e começam a ler o seu “Antigo Testamento” com um novo desejo de descobrirem “o que estão perdendo”. Alguns fazem progresso a tal ponto de perceberem que “Jesus era judeu” e adicionam novas palavras ao seu vocabulário e mostram maior respeito pelas coisas judaicas. Estas pessoas começaram a abrir seus corações e mentes para muito mais do que apenas o que escutavam nos púlpitos aos domingos. Eles são exatamente o oposto da pessoa à qual Maimonides (ver citação acima) se referiu, não se contentando apenas com as “idéias básicas” que aprenderam em sua religião.

Outros, como o autor de Yehudim (Hebreus) escreveu, vão além destas “coisas básicas”. Muitos destes começam a perceber que Yeshua na realidade pregava a Torah, e que não há nada de errado em fazer algumas destas “coisas judaicas”. Alguns começam a celebrar o Pessach, outros até mesmo visitam congregações messiânicas no Shabbat quando têm chance. Alguns chegam até mesmo a adquirir o “Jewish New Testament” (Novo Testamento Judaico, de David Stern) para obterem uma visão melhor sobre aquilo que estão começando a aprender.

E por fim há aqueles que continuam a permitr que o D-us de Israel os leve ao retorno completo à fé de Israel (Efésios 2:10-12). Eles lêem as novidades escritas por autores messiânicos observantes da Torah. Eles aprendem que a “idéia popular” de que Paulo pregava contra a Torah na vida de um crente é errada – um produto de séculos de interpretação (e até mesmo tradução) errada devido à igreja católica ter sido tendenciosamente anti-Torah. Eles vêem a Torah como aquilo que a Torah sempre foi – revelação e instrução de D-us. Por amor a D-us, e desejo de conhecer mais sobre Ele, eles começam em uma jornada de incorporar a Torah em seu estilo de vida, com o objetivo de que um dia a Torah se torne o seu estilo de vida.

Estas pessoas aprenderam que sempre houve, e permanece, uma Torah para todo o povo de D-us – quer judeu quer gentio. HaShem (D-us) não muda.

O PROCESSO DE REDENÇÃO DIVINA

O processo que D-us usa para trazer de volta o seu povo à Torah é o mesmo que Ele sempre usou para trazer de volta aqueles que se desviaram. Este processo pode ser dividido nas seguintes etapas:

1 - Ele revela Sua verdade a você (do jeito que você é e independente de onde você está)
2 – Ele te faz sair do confinamento de onde você está (onde você não consegue serví-Lo de fato)
3 – Ele substitui o erro e medo que havia em seu caminho anterior, instruindo-o na Sua Torah
4 – Ele o torna aceitável a Ele

O processo dEle para atingir este objetivo pode ser visto na forma em que Ele lidou com aqueles que haviam saído do Egito com Moshe (Moisés):

Shemot (Exodo) 6:6-7: “Portanto dize aos filhos de Israel: Eu sou ADONAI; EU VOS TIRAREI (v’hotzeiti et’chem) de debaixo das cargas dos egípcios, EU VOS LIVRAREI (vhitzalti et’chem) da sua servidão, e EU VOS RESGATAREI (v’ga’alti et’chem) com braço estendido e com grandes juízos. EU VOS TOMAREI POR MEU POVO (v’lakachti et’chem li l’am) e serei vosso D-us; e vós sabereis que eu sou ADONAI vosso D-us, que vos tiro de debaixo das cargas dos egípcios.”

1 – Ele os fez “livres” através da Sua revelação, eles pararam de servir o Egito e apesar de ainda permanecerem fisicamente um pouco mais na terra do Egito;
2 – Ele fisicamente os tirou do Egito (Egito = “Miztrayim” = local confinado)
3 – Ele os redimiu ao trazê-los através das águas e dando o golpe final fulminante nos egípcios quando as águas os aniquilaram (e isto deu ao povo grande confiança)
4- Ele os tomou por povo e prometeu uma terra onde eles seriam livres para servi-Lo através da Sua Torah

Quando Israel saiu do Egito, eles pararam para pegarem água em um local chamado Marah (Shemot / Êxodo 15:22-27). Porém, lá a água era amarga. D-us instruiu a Moshe (Moisés) para pegar uma certa árvore e lançá-la na água. A água então ficou doce. D-us imediatamente deu continuidade a isto ao dar-lhes estatutos e ordenanças adicionais, dizendo que Ele lhes testaria a obediência.

Existem muitas lições aqui:

1 – D-us não havia concluído o Seu trabalho para com Israel simplesmente por haver se revelado a eles e tê-los tirado do Egito. Eles tinham motivos para achar que o trabalho de D-us estava concluído, uma vez que o plano divino ainda não lhes havia sido revelado. Uma vez que obtiveram sua nova liberdade, eles imediatamente encontrarm um “problema.”
2 – D-us imediatamente os mostrou, através de um milagre, que Ele queria que o relacionamento com eles continuasse e crescesse.
3 – O fato de que uma árvore foi usada não deve ser ignorado, pois é um eufemismo para a Torah.
4 – D-us imediatamente lhes dá mais da Sua Torah (estatutos e ordenanças) como um meio de aprofundarem o seu relacionamento com Ele.
5 – Ele então testa e redefine a fé/relacionamento com Ele através da obediência do povo à Torah.

D-us é consistente. Ele usa o mesmo processo hoje para trazer o povo, inclusive os gentios, à Torah:

1 – Ele te torna livre ao Se revelar e revelar o Seu Messias a você (mesmo que frequentemente isto se dê em um local imperfeito, isto é, uma “igreja”)
2 – Ele te faz sair do local onde você não pode crescer na Sua Torah (levando-o para o movimento messiânico)
3 – Ele te ensina as verdades mais profundas sobre a Sua Torah (assumindo mais da Torah para aprender dEle)
4 – Ele te torna aceitável perante Ele

CONTRARIANDO O PLANO DE D-US

Muita gente, principalmente dentro do Cristianismo, frequentemente não passa do primeiro dentre os quatro estágios descritos acima. São expostos aos ensinamentos elementares (porém críticos) da Torah, tais como: D-us é real, D-us te ama, D-us quer que os seus pecados sejam perdoados, etc. Tudo isto é muito bom, mas vir a conhecer D-us e o Messias não é o fim da estrada – é o começo de uma jornada para a vida inteira, a fim de:

a) se tornar conforme a Imagem de D-us;
b) crescer em intimidade com Ele

A ÚNICA forma que D-us deu para que façamos estas doisa coisas é a Sua Torah. É por isto que ela foi dada a nós.

Assim como Maimonides sabiamente escreveu:

“Existe uma imensa diferença entre a orientação levar a um conhecimento da existência de algo e uma investigação da verdadeira realidade da essência e substância deste algo.”
- Moisés Maimonides. O Guia dos Perplexos, capítulo 46

Não existe “estagnação perfeita” no seu caminhar com D-us. Se você não cresce, apodrece. A única coisa que pode contrariar o processo de D-us são os próprios seres humanos. Existem muitos que obtêm a revelação inicial de D-us ao ouvir Sua Torah e de cara a rejeitam. Outros a recebem, mas por diversas razões, acabam caindo. Esta é a Torah do Reino, da qual Yeshua falou em Matitiyahu / Mateus 13:4-9; 18-23.

Infelizmente, muitos dos que alegam ter fé no “Messias” atualmente permanecem estagnados após “se chegarem a Ele”. Eles preferem ficar no seu próprio “Egito pessoal” ao invés de deixar que D-us os leve para onde Ele deseja que estejam. Isto prevalece tanto no Catolicismo quanto nas denominações Protestantes, que costumam pensar (e com razão) que são diferentes, mas que ainda compartilham um ponto teológico crucial: a rejeição do papel da Torah de D-us na vida do crente. Estão cegos quanto à verdade de versos nas Escrituras que eles tão rapidamente citam – Escrituras que não só falam, como também alertam, da importância da Torah.

Por exemplo, quando Yeshua diz que nem uma pequena parte da Torah foi abolida e que aqueles que ensinam o contrário estão errados (Matitiyahu / Mateus 5:17-21) – O Cristianismo diz que Ele quis dizer outra coisa.

Quando Paulo escreve que a Torah não é anulada pela fé (Romanos 3:30) e que aqueles que são do Espírito devem seguir a Torah (Romanos 8:5-9) – tudo é “espiritualmente desmentido” pelas igrejas.

Quando João em suas epístolas escreve que aqueles que dizem que conhecem a D-us mas não cumprem as Suas mitzvot (mandamentos) estão enganados e que ele não se refere a novas mitzvot (1 Yochanan / João 2:3-7), e quando fala daqueles que terão a recompensa final sendo aqueles que cumprem as mitzvot (mandamentos) de D-us (Apocalipse 12:17; 14:12; 22:14) – ainda assim os cristãos são ensinados nas igrejas de que isto também não se refere às mitzvot (mandamentos) da Torah, mas ao invés disto aos “mandamentos de Cristo”.

Como se o Pai e Yeshua “jogassem com regras diferentes!” Yeshua disse que as coisas não são assim (Matitiyahu / Mateus 5:17-21, Yochanan / João 10:30)

Tais professores e seus seguidores são exatamente como aqueles de quem Maimonides falou em seu Tratado sobre a Ressurreição. Eles recebem um pouco da verdade – que D-us é real, e que é a fé e não as obras que nos salvam. Ao invés de aceitarem e crescerem na Torah de D-us, eles se enroscam nos espinhos das suas doutrinas denominacionais. Depois de um certo ponto, eles próprios começam a rejeitar a mensagem de qualquer um que apareça em suas vidas pregando que D-us não mudou e que Sua Torah permanece ainda hoje. Eles respondem recitando aquilo que a religião deles os manda recitar, que “não estão debaixo da Lei” ou que tem “liberdade em Cristo”, não tendo a menor noção do que tais termos querem dizer ou do contexto original, uma vez que interpretam as Escrituras inteiras com a mesma mente anti-Torah na qual foram instruídos.

Como uma pessoa que recentemente escreveu para o YashaNet disse, “A Igreja se prende em um círculo. Está cega por causa do paganismo, e o paganismo impede que eles vejam a verdade.”

O FIM DOS DIAS

Alguém poderia se indagar: Pode uma pessoa verdadeiramente ter o Espírito de D-us nela se rejeita a verdade sobre a Torah de D-us? Ou será que eles possuem um falso espírito – um que chega até mesmo a dizer “Senhor, Senhor,” (Matitiyahu / Mateus 7:15-23) e faz grandes coisas em nome dEle, apenas para enganá-los, por rejeitar a autoridade dos mandamentos da Torah de D-us e praticam a iniquidade (que, no original é literalmente: violação da Torah. Ou seja, doutrina anti-Torah)?

A experiência do autor deste artigo tem mostrado a ele que existe sim um conflito espiritual entre o Judaísmo Messiânico Observante da Torah e o Cristianismo. Por exemplo, quando um “cristão tradicional” está em uma discussão espiritual com um mórmon, um testemunha de jeová, um muçulmano, hindu ou até mesmo um pagão, ele normalmente procura “manter a calma” ao falar com tal pessoa, mesmo que tal pessoa o antagonize. Contudo, se um crente messiânico observante da Torah discute com o mesmo cristão, a situação costuma deteriorar rapidamente. Em tais situações, existe realmente espíritos em conflito. Será que ambos espíritos são de D-us? Este conflito existe desde antes do quarto século, quando os Judeus Nazarenos (aqueles que seguiam Yeshua) foram criticados e até mesmo perseguidos por terem algo em comum com o Judaísmo (isto é, a Torah) em detrimento do Cristianismo.

Existe profecia de um grande engano nos últimos tempos. Somos avisados quanto a coisas tais como “o mistério da iniquidade” e o erro da “igreja de Laodicéia” e a doutrina da “prostituta de Bavel (Babilônia)”. Os três compartinham uma mesma linha: a rejeição à Torah de D-us na vida do crente – substituindo-a por algo que parece ser “divino” (e chamam isto de “liberdade em Cristo”) mas na realidade esta é uma mentira muito antiga.

“Iniquidade” é definida nas Escrituras como sendo violação da Torah. A “igreja” de Laodicéia é punida por sua arrogância espiritual (por seguir seu próprio caminho ao invés de seguir a Torah), algo pelo qual outrora fora louvada. A doutrina da “prostituta de Bavel (Babilônia)” é bem antiga, tendo em suas origens a rejeição da autoridade da Torah.

A doutrina que todos estes compartilham provém de HaSatan, o pai de todas as mentiras, e pode ser visto lá no princípio no Gan Eden (Jardim do Éden) quando ele desafiou a Torah de D-us (Bereshit / Gênesis 3). Se manifestou no homem através de Nimrode em Bavel (Gênesis 10), alguém que uma vez estivera tão perto de D-us que poderia ter sido poderoso no S-nhor, mas que rejeitou a Sua Torah e seguiu seu próprio caminho. Posteriormente, Zacarías escreveu sobre tal doutrina (5:6-10) e a representa como saindo no mundo pelas terras de Shinar em Bavel (Babilônia). E mais posteriormente ainda, se levanta em meio ao povo escolhido de D-us no espírito de Efraim, que rejeitou a Torah e se voltou à idolatria (Melachim Alef – 1 Reis 12).

Em tempos mais “recentes”, tal doutrina ressurgiu dentre os seguidores de Yeshua, com o desenvolvimento do paganismo no “Cristianismo de Constantino e do Conselho de Nicéia”, os quais deram as cartas durante anos de teologia anti-semita, culminando na igreja atual, e sua visão de um Jesus contrário à Torah.

UM CENÁRIO NÃO CONSIDERADO

O livro de Apocalipse fala de 144.000 judeus pregando ao mundo, com um grande número de pessoas aceitando sua mensagem, muitos dos quais posteriormente sendo executados por sua fé. Será que tal público será composto por “cristãos” que agora recebem e aceitam a verdade plena – que não é possível separar a Árvore da Vida, a Torah – do Doador da Vida, Yeshua? Será que a idéia confortável da “Igreja ser arrebatada” antes da tribulação é uma mentira de HaSatan e parte do grande engano que está por vir?

Aqui está uma hipótese ainda mais assustadora. Será que o verdadeiro anti-Messias na realidade estará na vanguarda, encorajando a todos a “procuraram pelo anti-Cristo”? Você acha que HaSatan não é capaz de criar tal engano? Será que seres humanos falíveis não são capazes de serem enganados pelo pai de todas as mentiras? Principalmente se optarem por rejeitar a verdade da Torah de D-us?

Eis outra hipótese. Será que haverá de fato um “arrebatamento pré-tribulacionista” – mas apenas para aqueles que confiam em Yeshua e aceitam a Torah, como um alerta de D-us de que é tempo de nos acertarmos com a Palavra dEle – a Torah?

D-us pode e de fato remove àqueles que seguem os Seus caminhos, antes do Seu julgamento, para que eles não tenham que passar pela “tribulação”. Aos justos nos tempos de Noach foi permitido morrerem naturalmente, antes do dilúvio exterminar os habitantes da terra (no caso de Enoch, ele foi simplesmente removido sem experimentar a morte). À congregação de Filadélfia (Apocalipse 3:7-13) parece ter havido a promessa de que eles não passariam pela tribulação que assolará a terra, por serem aqueles que têm a “Chave de David.”

Ao estudarmos os Tehilim (Salmos), principalmente 118 e 199, torna-se evidente que aqueles que podem entrar pelo portão são os que praticam a justiça, a qual está diretamente ligada à Torah. Aqueles que fazem parte de Israel (tanto naturais quanto enxertados – vide Romanos 9-11) tomarão parte no casamento de D-us com Israel e no grande Shabbat (o Milênio) que virá em seguida.

Uma coisa é certa de acordo com a Torah de D-us. D-US NÃO SE CASARÁ COM “A IGREJA.” Isto seria uma violação da Torah, pois Ele prometeu casar-se com Israel (novamente) depois de repudiá-la por um tempo breve por causa de seu adultério espiritual. A idéia de que D-us casa com “a Igreja” é a famosa teologia da substituição, um ensinamento fundamentado na mesma arrogância espiritual mencionada em Apocalipse 3:17, contra a qual Paulo alerta os gentios em Romanos 9-11.

A porta está aberta para estas pessoas em Apocalipse, as quais detêm a Chave de David através de Yeshua. Aos de Laodicéia, D-us manda baterem à porta para que entrem (um versículo usado erradamente com frequência como se o bater na porta fosse o “testemunho” quando na verdade este texto é destinado àqueles que já eram parte da “igreja” de Laodicéia). Eles batem à porta tardiamente porque rejeitaram a Torah quando tiveram oportunidade de aceitá-la. Eles são as virgens insensatas na parábola contada por Yeshua – talvez eles não tenham o óleo da Torah em suas lâmpadas! Eles foram de fato convidados, mas se afastaram da verdade.

Contudo, TAIS PESSOAS NÃO ESTÃO “PERDIDAS”, caso contrário por que Yeshua os avisaria para baterem? Sabemos que Yeshua diz que aqueles que ensinam contra a Torah serão os “menores no Reino” (Matitiyahu / Mateus 5:19). Talvez estas pessoas que não “chegaram para o casamento na hora certa” precisam serem corrigidas (temporariamente repudiadas durante a tribulação) antes de assumirem o papel que devem assumir?

As Escrituras suportam esta idéia. Em Zacarías 2:14-4:7, o profeta tem uma visão que é aplicada aos últimos dias. Havia um Cohen Gadol (Sumo Sacerdote) chamado Yehoshua (Josué, mas não o mesmo Josué dos tempos de Moshe / Moisés). Apesar de ser destinado ao seu ofício, a ele não foi permitido ministrar porque não respeitou a Torah e pecou. D-us o permitiu ser temporariamente repudiado, corrigir seu erro, e só depois disto ele recebeu sua veste branca e foi feito cohen (sacerdote). Em Apocalipse, vemos que aqueles que seguem a Torah recebem as mesmas vestes brancas (Apocalipse 7:9; 7:13-14; 12:17; 14:12; 22:14)

D-us agiu da mesma maneira com Israel (e ainda continua a agir assim). Eles foram e são os Seus escolhidos. Eles deveriam ser “luz do mundo”. Quando eles falharam em honrar a Sua Torah, Ele não acaba com a Sua promessa – contudo, Ele os repudia temporariamente – às vezes de forma bem severa, como a história já nos mostrou, mas com a promessa e objetivo de que um dia todo (todo quer dizer %100, nem um sequer a menos) Israel será salvo (Romanos 11:26).

Atualmente, um gentio que “põe sua fé” em D-us, também compartilha das mesmas promessas no que se refere à sua função de cohen (sacerdote) no Reino Messiânico e no Mundo Vindouro.

A pergunta a respeito de tal pessoa é:

Pode tal pessoa esperar ser um “sacerdote no Reino de D-us” se a fé cristã da qual ele atualmente faz parte ensina que a Torah na qual o sacerdócio se baseia integralmente não possui função em sua vida?

Yehoshua (Josué), o Sumo Sacerdote indicado em Zacarías, não pôde exercer sua função sem respeitar a Torah, e teve que passar por sua própria “tribulação” antes de se tornar apto. O mesmo acontece com Israel. Será que D-us mudou? Ou será que os seguidores do Cristianismo anti-Torah que acreditam que serão arrebatados como “Noiva de Cristo” terão um duro choque num futuro próximo?

As Escrituras, como sempre, dão a resposta...

“O meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento. Porquanto rejeitaste o conhecimento, também Eu te rejeitarei, para que não sejas cohen (sacerdote) diante de mim; visto que te esqueceste da Torah do teu D-us...”

“Pois Eu, o S-nhor, não mudo... lembrai-vos da Torah de Moshe, meu servo...” (Malachi / Malaquias 3:6 e 4:4)
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Artigo postado...

Mensagempor evaldo silva santos » 23 Nov 2004 13:52

Shalom!!!!
Este artigo deve ser lido por todos, para que não caiamos nos erros descritos nele.
Vc esta de parabéns por ter traduzido tal artigo, e que fique de alerta para todos :o ;) .

Fique na Paz de Yeshua!!!! ;)
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Santidade na Torah

Mensagempor judabenhaim » 23 Nov 2004 17:50

Bençãos em Yeshua, Messias, de Quem somos e Quem servimos!

SANTIDADE – O CONCEITO BÁSICO DA TORAH

A Torah – ou Pentateuco - é um conjunto de cinco livros que incluem doutrina e prática, religião e conceitos morais. A palavra “Torah” deriva da raiz “horaá” – ensino, e seria O ensino, com O maiúscula.

A Torah é a conseqüência da Aliança Divina com o Povo de Israel, no Monte Sinaí – e traz duas mensagens paralelas – a mensagem nacional, para o mesmo Povo de Israel e a mensagem Universal, que, através do povo judeu, deveria ser levada à humanidade.

Os Dez Mandamentos possuem uma mensagem universal, uma definição básica de missão do povo de Israel como Sacerdócio Universal, e os demais mandamentos e leis deveriam preparar Israel para a Santidade que deveriam seguir como nação chamada a ser “santificada a D..s”.

O significado dessa Santidade, “kedushá” está explicito numa qualidade ambivalente – por um lado, “se afastar de, se separar de “ – ou seja, negar determinado elemento e, por outro lado, “se dedicar a, praticar tal coisa” no sentido positivo.

Aplicando esse conceito ao Povo de Israel, seria por um lado se afastar de todo o que está em contra da Vontade Divina e por outro se dedicar ao Seu serviço.

A Santidade deveria ser aplicada tanto no terreno da religião como nos valores morais. Na religião, negar todo tipo de idolatria, com as práticas pagãs comuns daquela época, como prostituição em templos, sacrifícios humanos, feitiçaria, etc. – e , positivamente, a adoção de um culto e um ritual que fossem mais elevados e mais nobres.

Nos valores morais, deveria se resistir a impulsos egoístas, aos instintos mais baixos e se colocar, positivamente, sob um conceito ético que considerava servir aos outros e valorizar o ser humano como conceito central do sistema.

Foi para levar a esse conceito de Santidade que a Torah foi dada a Israel – colocando perante o povo dois conjuntos de Leis – um religioso e outro moral.

Cada conjunto é por sua vez dividido em duas partes, confirmando a dualidade, positiva e negativa, da Santidade. Sendo essa Santidade o elemento comum, a diferença entre Leis religiosas e Leis morais desaparece, ficando correlacionadas e combinadas num único ensino, que é a educação para a Santidade que a Torah apresenta ao Povo de Israel.

A estreita conexão entre os dois conjuntos de Leis, religioso e moral, não é uma coisa acidental, mas sim derivada dos conceitos morais das leis religiosas. O que não é claramente Lei moral, está ajudando a alguma dessas leis, complementando ou educando para a mesma, mesmo se às vezes essa conexão não está clara ou definida.

Este é o caso tanto para os preceitos negativos como para os preceitos positivos, porque ambos os conjuntos de Leis possuem um elemento comum – a Santidade, .Enquanto os preceitos positivos foram criados para incentivar o desenvolvimento de virtudes e de tudo o que possa servir para promover as qualidades que levam a formar um ser humano com princípios religiosos e éticos, os negativos foram criados para combater vícios e toda espécie de maus instintos (“Yetzer Há Rá”) que impeçam ao ser humano dirigir – se a um caminho de Santidade.

Desse jeito, as leis religiosas estavam carregadas com um conteúdo moral que se destinava a modificar ou encaminhar cada indivíduo, e, através dele, a sociedade da qual ele forma parte. Assim, o não cumprimento de uma lei religiosa não se trata apenas de uma coisa individual, pessoal – se uma pessoa é moralmente fraca, sem nenhum poder de resistir o mal, o dano não é apenas causado a ele mesmo, mas à sociedade toda. Ou seja, o cumprir ou não cumprir uma lei religiosa não é um caso de um indivíduo – ao refletir a sua posição moral, ela está refletida na sua conduta em geral, e passa a ser um ato social.

O aspeto educativo das leis positivas era reforçado através de um sistema de símbolos, tecnicamente denominados “signos” ( “siman”) ou “recordatorios”
(“tizkorot”) – para conscientizar através da simbología do culto. Assim eram as ordenanças dos “tefilim” – phylacterias, nome grego erroneamente aplicado já que significa “amuletos”, coisa que nunca foram. ( Ex. 13,9) e do “tzitzith”,
“para que lembres os meus Mandamentos e sejas Santo para D..s” – (Num. 15, 40).

Também nas leis negativas da religião encontramos aspetos e objetivos educativos – por exemplo, a proibição de comer certos tipos de animais, como “impuros”. Não se trata de uma lei que possa ser confundida com as adotadas por países vizinhos, onde certos animais eram deuses, mas sim de educar num auto controle que era importante como um dos primeiros passos para conduzir a um caminho de Santidade. Essa conexão com a definição de Santidade está explicitamente nas Escrituras ( Lev. 11,45).

Mesmo o sistema de sacrifícios, instaurado ainda nos princípios da jornada pelo deserto de Sinai, possuía um conteúdo moral importante. Seja qual fosse a origem do sacrifício, à diferença dos sacrifícios das religiões daquela época e região, nunca foram vistos na Torah como sacramentos que identificavam o adorador com a Divindade. As oferendas de holocausto eram vistas como um elemento especial de treinamento moral, que devia ser transmitido pela Santidade que envolvia o sacrifício. A palavra Sacrifício em hebraico é “korban”, da raiz “lehitkarev” – chegar perto, aproximar-se. Tudo o que fosse relativo aos sacrifícios estava impregnado de Santidade – os sacerdotes, os levitas, os elementos do Tabernáculo ou do Templo, o sacrifício mesmo. Porém não se tratava de Santidade dos elementos mesmos, mas simbolicamente representando a Santidade à qual se devia chegar na vida pessoal e na sociedade.

Este é um dos pontos mais importantes para poder entender o papel simbólico do Tabernáculo na futura vinda de Yeshua.

O testemunho constante do conteúdo moral desse culto estava no fato de que a Arca da Aliança guardava no seu interior as Tábuas da Lei, dentro do Santo dos Santos. Devia ficar claro quais eram os fundamentos morais dos rituais que o povo devia observar.

Dentro desses conceitos morais, os sacrifícios pelos pecados instituídos na Torah possuíam dois elementos que os transformavam em únicos:
Primeiro – os sacrifícios eram ordenados exclusivamente para faltas cometidas
contra o ritual ou contra a religião, não contra a sociedade,e,
Segundo, não havia expiação possível por pecados cometidos consciente e voluntariamente, apenas por ofensas cometidas por error, ou seja, involuntariamente.
Esses dois elementos, que não tinham paralelo em civilizações próximas, afetam todo o conceito dos sacrifícios na Torah.

O sacrifico não era realizado para satisfazer os desejos de D..s, mas sim as necessidades do homem,

Eles não foram concebidos como presentes a uma deidade ofendida, para acalmar a ira de um deus, ou como compensação de alguma coisa errada feita a outro homem.

O objetivo era a Santidade do homem, já que incluía um conceito de renovação e aperfeiçoamento moral e religioso.

Eles foram designados em todas as suas partes para aumentar na mente daquele que acredita em Adonai o conceito de temor à ofensa religiosa, porque aumenta a separação do homem de D..s, e dos outros homens, da sociedade inteira.

Santidade é também o ponto central das Festas Bíblicas, começando em especial com o Dia Santificado, o Shabbat. Na Babilônia existia um dia de descanso, chamado “Shappatu” – mas era considerado um dia de perigo, um dia nefasto – enquanto a qualidade de Santidade do Sábado o transforma num dia de renascimento moral e espiritual, “abençoado pelo Senhor (Ex. 20, 11).

Também são Santificados os Três Festivais – a Semana dos Pães ázimos, Shavuot ( Pentecostés) e Sucot (Tabernáculos). Sendo festivais agrícolas, basicamente, o Senhor os diferencia dos rituais agrícolas dos cananeus, marcados por cultos de prostituição nos templos e orgias, colocando claramente a definição de “Santa Convocação”.

O Dia das Trombetas – que passa a ser o Ano Novos secular, próximo ao Dia do Perdão – é também declarado “Santa Convocação”, para separar essa data dos rituais cananeus .

Santidade é parte inseparável das raízes das leis morais. Em Lev..19, vemos como o conceito “deverás ser Santo” é parte da introdução deste grupo de Leis.

Os princípios fundamentais da Lei Moral são – como base da Santidade – aqueles que formam a base da cooperação creativa do homem com D..s, ou seja: Justiça e Retitude.

Na vida diária, Justiça significava o reconhecimento de princípios considerados básicos: direito à vida, direito da propriedade, direito ao trabalho, direito a uma vestimenta digna, direito a um refúgio ( habitação) digno, e finalmente, os direitos inalienáveis das pessoas: descanso, liberdade – aliados às proibições de odiar, vingança e rancor.

A Retitude deve se manifestar na acepção de certos deveres e normas, como a preocupação pelos pobres, fracos e indefesos – seja amigo ou inimigo.

Também inclui o conceito da propriedade de bens terrenos – que devia ser aceita como uma dádiva temporal do Senhor, e não um direito natural.

Algumas leis eram, para aquela época, simplesmente revolucionárias – emprestar dinheiro a um vizinho em dificuldades sem cobrar juros, restituir a terra àquele que foi obrigado a vender sua propriedade devido à pobreza ( lei do Jubileu), as dificuldades do vizinho não poderiam ser aproveitadas para benefício próprio.

Ou seja, a economia na Torah levava a um conceito básico : servir o teu próximo, e através dele a comunidade inteira. A expressão máxima do Judaísmo era então considerada como a lei de amor fraternal expressa em Lev. 19:18 – “amarás ao teu próximo como a ti mesmo” – ampliada no versículo 34 para incluir o estrangeiro que está na tua terra.

A Retitude tinha também a sua expressão no tratamento dos animais. Um boi caído à beira da estrada deveria ser levantado com a mesma solicitude e o mesmo cuidado que seria dado a um ser humano ( Deut. 22:4). Uma série de leis regulavam o uso dos animais e como deviam trabalhar, inclusive o dia do descanso do Shabbat;

Com a concepção básica de Justiça e Retitude como princípios das leis que deveriam regular as relações entre os seres humanos – surgiram então uma série de leis civis e jurídicas para transformar essas leis morais em leis práticas.

O conceito de um código civil existia já na época de Hammurabi e mesmo entre os hititas – porém a diferença da Lei Divina está no conceito que a lei não deveria defender os direitos de propriedade, como era nesses códigos, mas sim o direito da pessoa como objetivo principal.

A Lei Divina expressa na Torah limita rigidamente o poder nas mãos das pessoas. O trabalhador não podia ser explorado, nem o seu pagamento atrasar ( Lev. 19:13), a pessoa que devia dinheiro não podia ser ofendida pelo imposição do credor que quisesse entrar na sua casa para tomar bens ( (Deut. 24:10-11) – e menos ainda ser tratado com violência.

Mesmo os escravos tinham direitos, e se um deles fosse ferido pelo dono ganhava a liberdade (Ex.21:26-27), inclusive estava proibido devolve-lo ao dono – o que era, no código de Hammurabi, por exemplo, um crime punível com a morte.

Os exageros legais que noutros códigos da época eram lugar comum – como condenar à morte por roubo, sacrificar o filho pelos crimes do pai – não existem na Torah, elevada muito por cima de códigos feitos por mortais.

As leis civis da Torah surgem desde um inicio com um elemento de igualdade social, sendo pobres e ricos, nobres e plebeus, nativos e estrangeiros , iguais perante as Leis do Senhor, e os seus direitos inseparáveis da figura humana.

O conceito de Santidade devia ser complementado por condutas morais a nível pessoal e familiar – abstenção de relações incestuosas, sodomia e relações com animais, controle de desejos e de luxuria ( “não vos deixeis levar pelos vossos olhos”), e pratica da castidade em pensamento, em palavra e em ações.

O comando de Santidade está claramente definido em Lev.19:2 – “ e sereis santos, porque Eu, Adonai, vosso D..s, sou Santo”. Ou seja, a Santidade Divina é o contexto dentro do qual devemos tentar formar e construir a Santidade humana.

Em D..s, a Santidade está claramente definida e apresentada – Ele está separado, como Entidade Divina, de elementos naturais ou constituição física, sendo então omnipresente e independente de todo. A Sua atividade e Seus atos estão sempre de acordo como seu caráter moral.

Em Êxodo 34:6,7 – temos uma lista bem definida dos atributos morais de Adonai, os Treze Atributos, que constituem, basicamente, a Santidade de D..s
Nenhum deles trata especificamente da Essência Divina – mas sim da relação entre D..s e os seres humanos.

Aqui podemos falar também de Justiça e Retidão. Encontramos a Justiça no fato de D..s ser intolerante com o mal e no seu castigo pelos pecados.

A Torah coloca então diante dos seres humanos um sistema de castigos que varia de acordo com a gravidade da ofensa e – o que é muito importante – com a intenção que foi cometida essa ofensa, sendo premeditada ou não, proposital ou acidental, sendo este elemento um dos pilares básicos da maioria dos códigos civis de hoje, no mundo civilizado.

Essa mesma Justiça promete recompensas, basicamente temporais e nacionais, com a obediência da Lei – distribuídas de acordo com os atos realizados pelo individual ou pela nação, assumindo muitas vezes o coletivo a culpa dos atos do indivíduo, o que mais uma vez mostra o principio básico da responsabilidade coletiva.

A Torah não fala de castigos e recompensas depois da morte – associados naquela época com o culto aos mortos, idolatria claramente rejeitada na Palavra de D..s

A Retitude Divina está expressada no conceito de Misericórdia ( “Rahamim, Hessed”) – abundância de Amor, e aplicando esse elemento de Misericórdia ao julgar o pecador, incluindo muitas vezes o conceito de esperar por um arrependimento sincero antes de punir os culpáveis.

O Amor Divino é apresentado como um exemplo que deve ser seguido pelo amor humano, e através do povo judeu, amor pela humanidade. Em Deut.10:18,19 o mandamento é amar o estrangeiro, e ali encontramos o caráter Universal de D..s

Há Shem escolheu Israel para transmitir esse Amor à humanidade inteira – não como raça ou povo superior, mas sim como portador e revelador desse Amor.

A Justiça Divina é o elemento que coloca temor no coração do homem, porém o Seu Amor é o fator que permite que Ele demande o amor humano.

Porém esse amor do ser humano por D..s não existe no conceito pagão da palavra. Em todo momento, o amor a D..s deve ser transformado em atos, cumprindo a palavra da Lei, através de uma vida realmente encaminhada e guiada por essa Lei.

Esse conjunto de atributos que formam a Torah a transformam num código único no mundo. Muitas crenças e muitas religiões possuem também valores e motivação morais – porém nenhuma tem, explicitamente, um sistema para treinar e educar num código de vida em santidade.

A Torah chega aos problemas da conduta humana através dos ditados do coração. Enquanto fala com a mente, comunicando uma série de fatores relativos ao comportamento do ser humano, a Torah tenta combater as perversidades e desvios do coração, os vícios e disposição à maldade, que são obstáculos à obediência – e, ao mesmo tempo , procurar os ideais positivos que levam a realizar a Palavra da Lei.

No seu conteúdo, a Torah inclui todos os aspetos da vida, todas as atividades, as coisas comuns e quotidianas, os interesses humanos – tudo forma parte do que tem que ser ensinado e aprendido, dentro de um contexto que é, na prática, o sistema de ensino que mais demanda do homem, um sistema que exige educar não só nos atos de rotina, mas também no interior de cada um.

A Torah nos traz os meios para reforçar a supremacia do desejo e intenção do Ser Supremo, na sua Divindade, em formar o nosso coração – incluindo todos os detalhes da vida, individual e da comunidade, numa relação de serviço a D..s

Israel estava destinada pelo Senhor para ficar separada dos contatos que poderiam contaminar essa nação, evitando os relacionamentos com os povos vizinhos, suas culturas e especialmente seus cultos idólatras.

Porém o destino de Israel como povo de sacerdotes era uma missão que eles deveriam levar para toda a humanidade. Essa missão deveria ser levada a cabo por homens que tinham passado séculos de dominação e cativeiro, que saíram de uma civilização que tinha na sua cúspide os mais tremendos vícios e na sua base a opressão de seres humanos mais degradante.

Ser Luz para as Nações era uma mensagem que deveria ser carregada não para alguns poucos escolhidos, ou super santos, ou visionários – era uma tocha que deveria ser levada a ao mundo inteiro, às massas mais afastadas, aos homens comuns de todas as nações...

Israel tinha que estar separada do mundo – mas formando parte desse mesmo mundo. Tinha de se manter diferente, e ao mesmo tempo dedicar todo o seu esforço para todas as nações tentando elevar a vida humana a níveis mais elevados na sua existência.

Não seria – nem é hoje – uma tarefa fácil. Porém essa obrigação está colocada sobre os ombros desse pequeno povo porque Adonai os escolheu para servi-lo em Santidade, e porque a mesma existência desse povo só tem um significado
no serviço à humanidade para o qual foram chamados.

Este era e é ainda hoje o significado da Aliança entre o Povo de Israel e o Senhor, no Monte Sinaí – e foi assim que esse povo começou o seu caminho para se transformar numa nação, com o privilégio, único na historia, de ter um código de Leis, especial e diferente, ainda antes do nascimento dessa nação.

Baruch Há Shem!

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Mensagempor Vaneide » 23 Nov 2004 19:11

Eu creio nisso de todo o meu coracao. Creio eu que D'us me esta levando a sua Torah, pelo menos eu a possa ver agora como nunca havia visto antes . Parece que ela esta tao viva para mim, ja nao posso fazer de conta que nao a vejo, ou seja, esta sendo dificil evita-la. E eu estou crendo nela, crendo que eh para mim tambem. E tenho orado muito para esta verdade entrar completamente no meu corcao e no corcao dos meus e dos meus irmaos espirituais. E esta sendo muito dificil.


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